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Saídos da Concha – 23 de Dezembro de 2012

O Natal está mesmo à porta mas aposto que ainda há um ou outro presente por embrulhar. Fazer embrulhos não tem de ser encarado como uma obrigação monótona — tal como as entradas de um jantar, um bom embrulho cria apetite e expectativa, daí que valha a pena dedicar algum tempo a esta actividade, tornando-a o mais divertida e criativa possível.

Não há propriamente regras para embrulhar presentes. Claro que podemos recorrer aos tradicionais rolos de papel de embrulho (quanto mais grosso for o papel, mais bonito ficará o pacote) e usar uma fita de cetim ou de gorgorão a toda a volta, terminando com um grande laçarote. Mas nada nos impede de imaginar usos alternativos para materiais do dia-a-dia, sobretudo se forem reutilizados e/ou reutilizáveis. Que tal utilizar mapas desactualizados, pautas de música, jornais estrangeiros (os orientais são especialmente interessantes), papel milimétrico, caixas de pastelaria, latas de bolachas, antigos frascos de vidro, folhas com bandas desenhadas ou palavras cruzadas, papel pardo? Ou até mesmo tecidos (excelentes para embrulhos com formas estranhas)?

 

As fitas podem ser restos de lã, linhas de coser ou de bordar, cordel de cozinha ou de jardim, bocados de tecido… e podemos rematar com um pequeno ramo de pinheiro ou azevinho, um pompom de lã, uma pinha, um enfeite de Natal antigo… não esquecendo a importante etiqueta com o nome do destinatário.

Espero que tenham gostado das minhas ideias natalícias ao longo desta semana e aproveito para desejar a todos um Natal muito feliz e em paz! Se quiserem continuar a acompanhar as minhas aventuras e sugestões, visitem o meu blog em http://saidosdaconcha.blogspot.com.

 

Saídos da Concha – 22 de Dezembro de 2011

Quanto a mim, há duas maneiras eficazes de combater o frio. Uma é vestir mais camisolas. A outra é ingerir mais calorias. Há coisa mais reconfortante do que combinar uma bebida quente com um bolo delicioso?

 

Hoje partilho convosco a receita de queques da minha bisavó. Encontrei esta receita numa gaveta em casa da minha avó e, como já tinha ouvido falar nos famosos queques, resolvi experimentá-la, fazendo apenas umas pequenas alterações. E digo-vos que vale a pena fazer estes pequenos bolos! São perfeitos para acompanhar uma chávena de chocolate quente quando vierem da Missa do Galo, ou até mesmo para o pequeno-almoço de Natal (torradas, sumo de laranja, um café e um queque… uhm!).

 

Queques para a ceia de Consoada

1/2 kg de açúcar

1/2 kg de farinha

1 colher de chá de fermento

1 dúzia de ovos

300 g de manteiga derretida

3 dl de leite

Ligar o forno a 180ºC. Bater muito bem o açúcar com a manteiga derretida, até a mistura ficar branca e leve. Juntar os ovos um a um e ir batendo. Juntar o leite e bater. Juntar a farinha peneirada com o fermento e envolver. Deitar a massa em formas de queque e pôr no forno até os queques  estarem cozidos. Todos os fornos são diferentes por isso não vale a pena dar indicações de tempo, mas quando a cozinha começar a cheirar a bolo, o melhor é ir testando a cozedura de 5 em 5 minutos. Não deixar cozer demasiado, caso contrário os queques ficam sequíssimos.